Relatos de Fé


Tereza Cristina Jesus Ferreira - Salvador - Bahia


Sou Tereza Cristina Jesus Ferreira. Moro em Camaçari, região metropolitana de Salvador, Bahia. Tenho 43 anos e há 21 anos recebi o Ohikari.
Quando fui comunicada pela ministra responsável da unidade onde eu dedicava que não seguiríamos o Trono de Kyoshu, senti um imenso vazio e angústia. Fui ao Culto do Paraíso Terrestre do ano passado, no Solo Sagrado, com o sonen de buscar uma resposta, e lá senti-me despedindo das minhas missões.
Minha insatisfação era visível e a ministra responsável retirou-me do cargo de assistente de ministro, mas deixou-me ainda como a responsável por um distrito de Camaçari. Eu continuava infeliz, e decidi entregar minha missão.
Não me sentia bem na Igreja, e me afastei completamente. Nesta época ainda não havia a Igreja Mundial do Messias, e fiquei sozinha e sem dedicar, mas não me via seguindo Meishu-Sama sem as orientações do nosso líder espiritual. Em maio deste ano, comecei a participar dos Encontros de Luz na capital, e me cadastrei na Igreja Mundial do Messias.
Nos Encontros de Luz, estudava e praticava as orientações de Kyoshu-Sama; mudei meu sentimento diante de um conflito que tenho com a família do meu esposo. As práticas me levaram a refletir sobre isso e resolver, mas não foi fácil.
Tenho três anos de casada e, desde o início, minha relação com minha sogra e cunhados nunca foi harmoniosa, mas há um ano, os conflitos se agravaram.
Sempre que estava perto sentia um incômodo deles comigo por não ter a mesma condição financeira, e não estar dentro dos padrões de beleza que eles exigem para serem bem-vindos à família.
A mãe dele desfazia de mim com comentários que me deixavam triste e constrangida. Sentia-me agredida, até que certo dia resolvi me afastar, e não mais frequentar a casa deles, e nem participar de nada que eles estivessem à frente e presentes.
Nesse sentido, deixei que o ódio e o rancor invadissem o meu interior, e para mim eles não existiam. Queria que todos sumissem para sempre.
Sentia uma mágoa muito grande de minha sogra e dos meus cunhados, e achava que eu sempre estava certa com relação a isso. Sentia-me vítima. Isso afetou muito meu casamento porque entristecia meu esposo, e chegamos a falar em separação.
Dessa forma, deixava que minha natureza humana se manifestasse e não queria mais conviver e nem estar com eles.
Ingressei na Igreja Mundial do Messias, e foi imediato refletir muito sobre esse conflito iniciando uma jornada no nascer de novo através de uma mudança de sentimento.
Coloquei em prática as orientações de Kyoshu-Sama e Masaaki-Sama, devolvendo para Deus o meu ego, raivas, ressentimentos e mágoas, comunicando isso aos antepassados das linhagens do meu sogro e minha sogra. Sentia que precisava voltar a vê-los imediatamente, e afastar da nossa relação essa nuvem de conflitos; mas eu não ia visitá-los.
Em julho deste ano, fui a São Paulo para o Congresso Internacional de Membros com Kyoshu-Sama. Foi muito maravilhoso. Voltei diferente e disposta a mudar e entrar em contato com eles.
Decidi acompanhar meu companheiro até a cidade de Alagoinhas, interior da Bahia, mas eu não conseguia porque sentia que ainda existia uma repulsa dentro de mim, e que se eu fosse, e alguém me falasse algo que me magoasse, eu revidaria à altura. Tinha medo de sofrer e tinha muita mágoa.
Conversei sobre isso com a nossa ministra responsável e fui orientada a fazer, por dez vezes, as Palavras de Luz e Palavras de Oração, devolvendo para Deus meus sentimentos, e pedindo para Ele acolher todos no seu paraíso. E segui essa orientação.
Dessa forma, me auto-ministrava johrei nesse sonen e, sempre que recebia Johrei, dava consciência aos meus antepassados e da família do meu esposo que Deus é perdão e misericórdia. Devolvia a Deus todo sentimento negativo que nutria, principalmente por minha sogra. Pedia a Deus para me dar a permissão de ir até lá e desfazer toda aquela situação desconfortante para mim e para meu esposo, pois ele falava em separação porque eu não gostava dos seus pais e irmãos.
No fundo, eu sabia que eu precisava mudar e jogar o meu ego na lama, para poder vencer esse conflito e deixar Deus agir. Entregar a Ele a situação e o controle da minha vida.
Logo depois, pressenti que minha sogra morreria, e o pior, com mágoa de mim. Eu já a havia perdoado, mas não conseguia ir até ela e desfazer aquela nuvem conflituosa.
Nessa semana, sonhei com minha mãe que já é falecida e que falecia novamente no sonho, e eu não entendia qual era a mensagem.
Acordei pensando na minha sogra, e pressenti novamente que algo aconteceria.
Na mesma semana do sonho com minha mãe, estava em casa e comecei a sentir uma angústia e uma intuição de que alguma coisa muito grave aconteceria, mas pensava que era comigo.
E em meio aos pensamentos, comecei a perceber que os antepassados da família de meu companheiro estavam se manifestando, pois vinham as lembranças das coisas que vivenciara tempos atrás com minha sogra e sua família.
Comecei a devolver e a comunicar a eles que todos, sem exceção, já tinham sido perdoados e salvos. Fiz por várias vezes a entrega de tudo e de todos.
Assim, senti-me bem melhor, e falei para Deus que no próximo mês, iria visitá-los, mas não falei nada com meu esposo.
Nesse mesmo dia, sem eu saber, minha sogra estava enfartando. Quando ele soube não me falou, porque sentia que eu não ligaria, e ainda festejaria pelo acontecido, porque certa vez eu desejei que ela sumisse, desaparecesse (mas fora em um momento de raiva, e me arrependo disso).
Sonhei com minhas cunhadas e contei a ele, que nada ele falava. Depois, sonhei com a irmã dela e sobrinha. Contei a ele e o mesmo disse: “Deus é mais, você só sonhando com meu pessoal”. Porém, ele não me contara o ocorrido com sua mãe. E eu nem imaginava o que estava acontecendo.
Dias depois, como ele tinha que visitá-la, precisou falar que viajaria, e me pediu que eu não fizesse nenhum comentário em relação ao que ele iria me informar. E então me falou: "Mãe enfartou, e eu preciso vê-la”.
Os olhos dele lacrimejaram, e eu perguntei quando tinha sido. Ele disse: “Semana passada, dia 13”. Exatamente o mesmo dia que eu senti a angústia e o sentimento dos antepassados dele.
Disse-lhe: “Você só me fala isso hoje? E ela está onde?” Ele respondeu que estava internada, e se eu iria. Respondi: "Vou sim".
Passou um filme na minha mente. Como eu iria depois de tantas palavras injustas, de tantas ofensas e agressões verbais? Devolvi imediatamente tudo que sentia de ruim e quando chegou no sábado, ele se arrumou e disse que já iria. Senti que ele estava apreensivo, e devolvi a apreensão dele e a minha também.
Antes de sair, entrei no quarto e conversei com Deus. Disse: "Pai, junto com o sagrado nome Messias, eu, Tereza Cristina Jesus Ferreira, me anulo diante do Senhor e de toda a humanidade e peço que o Senhor resplandeça em mim e que eles enxerguem em mim o Senhor e o Messias que é uno a Meishu-Sama. Fui em sintonia com Deus e o Messias que é uno a Meishu-Sama. E ora devolvia os sentimentos negativos cheios de medo, ora fazia Palavras de Oração.
Chegamos à cidade da família dele e, ao entrar na casa, fui recebida pelo meu sogro, que me tratou com o mesmo carinho de sempre. Em seguida, veio o meu enteado, que é criado por eles. Ele me abraçou e perguntou como eu estava. Senti-me muito feliz e bem recebida.
Fomos à casa da irmã dele, e meus sobrinhos me cumprimentaram sem aquele jeito forçado de antes. Senti-me aliviada, mas tinha a impressão que eles estavam apreensivos, e temiam que minha sogra se aborrecesse, e até se sentisse mal ao me encontrar.
Então eu perguntei: “Posso ir mesmo? Se preferir eu não entro.” Mas minha cunhada disse que poucos podiam entrar porque as visitas eram restritas, e a vaga da visita era minha.
Mais uma vez falei para Deus: “Não sou eu que estou aqui, e sim o Senhor”. Entrei no quarto do hospital, e minha sogra me olhou e me estendeu a mão. Só me veio a vontade de chorar, mas sabia que não podia fazer para ela não se emocionar.
Em pensamento eu pedi perdão a ela, e conversamos, rimos, e em meio à conversa, ela falou que eu estava mais magra e que estava mais bela. Uma sobrinha dela que estava no quarto disse que realmente eu estava mais bonita, e ela rebateu falando que não é só dessa beleza que estava falando, mas de uma beleza interior, uma Luz.
Emocionei-me e agradeci a Deus por ele se apresentar para ela através de mim. Saí de lá radiante e feliz, e sei que a deixei também feliz por eu ter ido visitá-la.
No dia seguinte, fomos convidados para ir almoçar na casa de uma das irmãs do meu companheiro. Era aniversário do seu filho. Senti-me acolhida por todos e com vontade de ficar mais. E pensar que antes eu não queria mais conviver com eles. Dessa forma, é preciso haver mudança de sentimento e pensamento para que tudo à nossa volta mude também.
Minha sogra teve alta essa semana, e todos os dias procuro saber como ela está, estreitando cada vez mais nossos laços de amor.
Meus pais já partiram para o mundo espiritual e agora vejo a família do meu esposo como um presente de Deus e como minha própria família. Meu casamento se harmonizou e estamos em paz.
Aprendi com essa experiência que tudo que sentimos já foi perdoado e salvo, e que é por isso que esse sentimentos se manifestam: para que possamos devolvê-los a Deus, em nome do Messias que é uno a Meishu-Sama, para que seja acolhido em seu paraíso, que está dentro de mim. Aprendi que tudo que acontece, seja de bom ou que eu considere ruim, está dentro de nós, e que isso também está ligado a sentimentos de nossos ancestrais, antepassados e de toda a humanidade.
Agradeço a Deus e ao Messias, que é uno a Meishu-Sama, que já nos perdoou e salvou e me permite viver uma fé completamente nova, e “embarcar no navio”, junto com todos que tomaram a firme decisão de continuar seguindo com o nosso líder espiritual Kyoshu-Sama, independente do que venha acontecer.
Agradeço também à ministra responsável, por me ouvir e entender o que eu precisava fazer naquele momento de angústia, e à orientação dada para que eu pudesse vencer meus conflitos internos. Agradeço aos meus ancestrais e antepassados e de toda humanidade por se fazerem presente e me permitirem devolver tudo para Deus e ganhar a consciência que já fomos todos perdoados e salvos e que estamos renascendo como verdadeiros filhos de Deus - Messias a cada dia.
Gratidão aos Encontros de Luz que participo e que me ajudam, com os estudos, a aprofundar nas minhas reflexões sobre esse novo momento da Obra Divina.

Muito obrigada a todos.