Relatos de Fé


Willames de Moura Cavalcante - Rio de Janeiro - Capital


Meu nome é Willames de Moura Cavalcante. Tenho 28 anos, sou messiânico há 9 e moro na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. Gostaria de dividir hoje com os senhores o amadurecimento da minha fé e os milagres que aconteceram comigo e minha família após minha decisão de seguir Meishu-Sama completamente, através da centralização no Trono de Kyoshu.
Eu era um missionário dedicado na minha antiga Igreja, mas nos últimos tempos de dedicação, sentia que algo estranho estava acontecendo. Não sentia mais a alegria e felicidade em dedicar, além de não ver mais crescimento em mim e em ninguém à minha volta. Os reflexos disso já apareciam na minha família, em conflitos constantes entre mim e minha esposa. Tudo isso culminou num conflito com minha antiga responsável, por meio do qual minha esposa e eu optamos por deixar todas nossas dedicações, em prol de nos dedicarmos ao nosso lar de luz.
Num primeiro momento, sentimos um grande alívio por termos deixado aquele peso para trás. Ao mesmo tempo, a insegurança também surgiu, pois, desde que me tornei membro, eu nunca tinha ficado sem dedicação fixa. O pensamento de que coisas ruins poderiam acontecer me passou, mas, ao mesmo tempo, sentia que algo novo estava se abrindo. Comecei a ver aquele momento como o fim de um período da minha fé onde eu já não agia mais pelo amor à Obra, mas sim pela obrigação e costume. Pressenti que Deus queria aquilo de mim, queria que eu renascesse para uma nova fé. Para isso, senti que precisava estudar novamente Meishu-Sama.
Comecei então a reestudar os ensinamentos e procurar praticá-los mais ativamente, visando mudar meu interior. Foi bem nessa época que começou a purificação da Igreja. De início, senti uma grande revolta pelo que estavam fazendo com Kyoshu-Sama, mas, parando para refletir, percebi que eu também, há muito tempo, estava “tirando” Kyoshu-Sama do seu Trono. Por mais que o considerasse importante e tivesse até tido experiências com sua presença quando estive no Japão em 2014, ainda assim eu não dava importância de verdade a Kyoshu-Sama. Quando chegavam orientações suas, eu as deixava de lado, em segundo ou terceiro plano. Dizia para mim mesmo que apenas aprofundar nos ensinamentos estava bom, seguindo meu critério. Até dizia que suas orientações eram difíceis e, assim, criava um bloqueio no meu sonen.
Foi então que decidi estudar todas suas orientações e praticar, independentemente do que a Igreja estava fazendo ou dizendo, para confirmar para mim se realmente Kyoshu-Sama era Meishu-Sama vivo. Foi assim que grandes experiências de fé começaram a acontecer comigo.
Uma das primeiras aconteceu no âmbito profissional. Trabalho embarcado em regime de 14 por 14 dias. Meus colegas e eu estávamos vivendo um período de incertezas por questão de um possível término de contrato. As lamúrias ocorriam por todos os lados e me via em muitos momentos entrando na sintonia das pessoas. Tentava encaminhar este sentimento, mas, mesmo assim, ficava muito desgastado. Comecei então a praticar o sonen de encaminhamento a Deus, orientado por Kyoshu-Sama, inspirando Deus, pedindo para minha alma, o nome Messias, ser meu centro, e expirando minha individualidade, junto com os antepassados ligados a ela.
Foi dessa forma que, durante uma manhã de trabalho, cortei o dedo. Como estava muito ocupado, coloquei uma fita crepe e continuei a trabalhar. Ao finalizar, fui tomar um café e as pessoas começaram a se acumular do meu lado para reclamar das coisas do trabalho. Nesse momento, minha tendência era lamuriar junto, mas me lembrei do sonen de ser uno a Deus, respirei e pedi que minha alma fosse meu centro. Nesse momento, olhei para meu dedo e ele estava sangrando. Decidi ir procurar a enfermeira para pegar um curativo e, ao encontrá-la, a mesma estava conversando com vários colegas de trabalho sobre purificações com doenças que eles tinham. Entrei na conversa e pedi o curativo. Um dos rapazes ali me ofereceu um dele que tinha perto e então começou a me contar com mais detalhes sobre suas purificações. Como ele ia me relatando-a de forma natural, abrindo sua vida de uma forma que nunca tinha ouvido dele, percebi que, naquele momento, Meishu-Sama queria que eu fosse um bom ouvinte e que eu estava ali para servir.
Ao questioná-lo sobre uma cicatriz no outro braço, ele me disse que quando era criança tivera um acidente, no qual perdera seus pais e quase o braço. Quando me disse aquilo, senti a manifestação de antepassados e sua emoção ao relatar. Assim, perguntei se conhecia o Johrei e se gostaria de receber. Ele aceitou prontamente e combinamos de, à noite, depois do serviço, eu ministrar.
Quando fui lhe ministrar Johrei, pedi que eu fosse instrumento de Deus e que tirasse minha vontade naquela situação, entregando os resultados para ele. Era Meishu-Sama que iria ministrar aquele Johrei. Ele, que estava muito estressado com todas as situações conflitantes da vida, chegou a dormir no Johrei. Ao terminar, conversamos um pouco e ele me agradeceu muito.
No outro dia, quando estávamos almoçando, no meio da mesa e dos colegas, ele veio me perguntar se o Johrei era bom para dormir, porque tinha dormido a noite toda, coisa que não fazia há muito tempo. Fiquei vibrante com aquilo! Ele disse que queria receber novamente e um amigo nosso, escutando aquilo, perguntou se poderia receber também. Então, marquei com os dois para depois do horário de serviço.
À noite, ao ministrar Johrei no primeiro, ele novamente relaxou muito e, após o Johrei, começou a contar várias outras coisas de cunho pessoal. Vi-me na obrigação de ser o melhor ouvinte possível e falar o mínimo, para que Deus atuasse. Ele começou a chorar e abriu seu coração. Agradeceu-me muito e eu disse, lembrando das orientações de Kyoshu-Sama, para ele agradecer a Deus, pois eu era apenas um instrumento. Ele perguntou se poderia ler algo sobre o Johrei e eu lhe emprestei um livro, o qual ele leu em poucos dias.
Ao ministrar Johrei no outro rapaz, ele me relatou que, após o começo da ministração, sentiu tudo esquentar do pescoço para cima. Depois, sentiu uma forte dor de cabeça, como se existisse uma bolinha na sua cabeça, até que, passado um tempo, ela estourou e ele sentiu um grande alívio, e cochilou. Nisso, um outro rapaz entrou na sala, me viu ministrando Johrei, pediu desculpas e saiu.
Ao final, me encontrei com esse rapaz e ele me deu uma bronca por nunca ter lhe oferecido Johrei, pois ele também gostaria de receber. Portanto, nos outros dias, ministrei Johrei para três pessoas! Aquilo foi maravilhoso. Ao final do embarque, ainda tive a grata surpresa de um membro afastado da Igreja há cerca de 20 anos me relatar que sentia que precisava voltar para ela, porque estava muito mal espiritualmente.
Ao vivenciar essas experiências, senti que, ao me ligar daquela forma a Meishu-Sama, através da orientação de Kyoshu-Sama, eu consegui plantar quatro sementes no meu trabalho, algo que, em cinco anos lá, nunca tinha me acontecido. A partir daí, me senti convicto de que não existia caminho sem Kyoshu-Sama para minha fé. A vida da minha família começou a mudar, nossos conflitos diminuíram e nossa fé cresceu. Tivemos outras grandes experiências após essa, como, por exemplo, o encaminhamento da minha vó e uma prima, também advindos da prática e dos estudos das palavras de Kyoshu-Sama.
Com a criação da Igreja Mundial do Messias, em outubro do ano passado, encerrei um ciclo na minha antiga igreja e me lancei de cabeça na dedicação dos Encontros de Luz. No começo, ficava pensando na quantidade de pessoas que iam a esses encontros, pois eram poucos, mas logo me lembrei que os números pertencem a Deus. Eu só deveria me preocupar em retornar ao Paraíso interior, retornar tudo a Deus no meu dia a dia, e que, gradativamente, Sua Obra iria se concretizar.
Nesse sentido, uma experiência me marcou muito. Compartilhando nas redes sociais sobre um dos Encontros de Luz, um colega da minha antiga Igreja reagiu à postagem com deboche. Naquele momento, senti muita raiva e vontade de brigar com ele. Meu sentimento ficou preso na vontade de mostrar a ele minhas razões e que ele estava errado. Mas me lembrei da importância de retornar ao meu Paraíso interior e entregar minha individualidade. No momento em que pedi a Deus para ser meu centro, através do nome Messias, e entreguei minha individualidade, senti como se uma voz me dissesse que eu estava sentindo aquilo porque eu ainda tinha medo de estar errado. Naquele momento, encaminhei novamente minha individualidade e todos os antepassados ligados. Senti como se uma luz brilhasse no meu peito e toda minha raiva desapareceu. Meu conflito interior tinha cessado.
Hoje, me sinto mais feliz do que nunca nas dedicações e começo a não diferenciar minha vida pessoal, profissional e religiosa. Considero que todas são grandes dedicações a Deus, Pai de nossas vidas. Levar a vida assim tem sido cada vez mais paradisíaco. Tenho e sempre terei profunda gratidão por Kyoshu-Sama, pois através dele, minha família e eu pudemos renovar nossa fé, reencontrar Meishu-Sama e aprender que nossa verdadeira missão é nascer de novo como verdadeiros filhos de Deus.

Muito obrigado.